O governo federal confirmou a antecipação do 13º salário para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2026.
A medida, que já se tornou estratégica para a movimentação financeira nacional, prevê a liberação de R$ 78,2 bilhões. O montante será dividido em duas parcelas iguais de aproximadamente R$ 39 bilhões cada, com o objetivo de aquecer o comércio e fortalecer o poder de compra das famílias brasileiras ainda no primeiro semestre.
Todavia, determinados grupos não terão acesso ao abono natalino antecipado. Confira mais detalhes na leitura a seguir.
Quem não terá acesso ao 13º
O principal grupo que não tem acesso ao abono é formado pelos beneficiários do Benefício de Prestação Continuada, o BPC/Loas.
Destinado a idosos com mais de 65 anos em situação de vulnerabilidade ou pessoas com deficiência de baixa renda, o BPC não é uma aposentadoria, mas sim uma assistência social. Como seus recebedores não precisam ter contribuído para a Previdência para ter acesso ao recurso, a lei não prevê o pagamento de uma 13ª parcela.
Além dos beneficiários assistenciais, há outro grupo que pode ficar de fora do recebimento imediato dependendo da data da concessão: aqueles que se aposentaram recentemente, em 2026.
Em muitos casos, o pagamento para esses novos segurados ocorre em um cronograma específico ou apenas no final do ano, de forma proporcional.
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Condições para o recebimento
Outros auxílios de caráter temporário ou indenizatório também ficam de fora da lista. É o caso da Renda Mensal Vitalícia e de certos auxílios específicos que não possuem a estrutura de um benefício previdenciário comum.
Por outro lado, aposentados por idade ou tempo de contribuição (com benefícios ativos antes de 2026), pensionistas por morte e aqueles que receberam auxílio-doença, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão durante o ano mantêm o direito ao valor extra.
A diferenciação é importante para o planejamento financeiro das famílias. Muitos beneficiários do BPC ou novos aposentados contam com o recurso extra para quitar dívidas e acabam surpreendidos pela ausência do depósito.
Por isso, a consulta regular ao extrato de pagamento pelo aplicativo ou site “Meu INSS” é a ferramenta mais segura para verificar se o abono está programado e qual será o montante exato a ser recebido, evitando frustrações de última hora.
A primeira parcela será paga entre os dias 24 de abril e 8 de maio, enquanto a segunda metade do abono chegará aos beneficiários entre 25 de maio e 8 de junho.
Consulta e canais oficiais
Para evitar golpes e garantir o acesso a informações seguras, o INSS recomenda que os segurados utilizem exclusivamente os canais oficiais para consultar datas e valores.
O detalhamento do extrato de pagamento pode ser acessado pelo aplicativo Meu INSS (disponível para Android e iOS) ou pelo portal meu.inss.gov.br.
Aqueles que não possuem acesso à internet podem obter informações através da Central de Atendimento 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Fonte
jornalcontabil.ig.com.br


