Uma fortuna bilionária segue esquecida nos cofres do sistema financeiro nacional. De acordo com os dados oficiais mais recentes divulgados pelo Banco Central (BC), pessoas físicas e jurídicas no Brasil ainda têm um total de R$ 6,2 bilhões disponíveis para resgate em contas bancárias inativas e consórcios encerrados.
A maior parte desse montante pertence aos cidadãos: são R$ 4,4 bilhões que têm como destino o bolso de mais de 24 milhões de pessoas físicas. No setor empresarial, o saldo acumulado é de R$ 1,8 bilhão, distribuído entre 2,3 milhões de empresas de diferentes portes.
Manobra do governo encolheu o saldo disponível
O volume de recursos esquecidos já foi significativamente maior. Meses atrás, o saldo total passava da marca de R$ 10,6 bilhões. O recuo expressivo ocorreu após o governo federal realizar a transferência de parte dos recursos não reclamados pelos correntistas para o Fundo de Garantia de Operações (FGO).
Essa verba foi direcionada para dar lastro financeiro ao programa de renegociação de dívidas Desenrola, visando diminuir o endividamento das famílias brasileiras.
Tribunal de Contas investiga transferência
Apesar do apelo social da medida, a movimentação bilionária entrou na mira dos órgãos de controle. O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma investigação para apurar a legalidade da transferência dos valores.
Os técnicos do tribunal analisam se a manobra fiscal configurou o uso irregular de recursos públicos fora do Orçamento da União, o que pode gerar sanções e questionamentos sobre a gestão das contas esquecidas no país.
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Quem pode realizar o saque?
A abrangência do sistema é vasta. Têm direito ao resgate:
- Pessoas físicas (CPFs), incluindo o levantamento de valores de pessoas falecidas por seus herdeiros.
- Empresas (CNPJs), mesmo aquelas que já baixaram suas atividades e estão com o registro encerrado.
- Antigos titulares de consórcios e contas encerradas há anos.
Como realizar a consulta
O procedimento ocorre de forma exclusivamente digital e gratuita. Para verificar a existência de saldo, o usuário deve:
- Visitar o portal oficial do Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central.
- Inserir os dados básicos, como CPF (ou CNPJ) e data de nascimento.
- Caso o sistema confirme a existência de saldo, é necessário acessar o ambiente logado através da conta gov.br (exigindo nível de segurança Prata ou Ouro).
- Indicar uma chave Pix para que o depósito seja processado, o que geralmente ocorre em um prazo de até 12 dias úteis.
Fonte
jornalcontabil.com.br


