A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou na manhã desta quarta-feira (27) uma nova etapa da Operação Sem Desconto. A ação tem como objetivo desarticular um esquema de alcance nacional especializado em realizar descontos associativos sem autorização diretamente nas folhas de pagamento de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ao todo, os agentes cumprem 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico por meio de tornozeleiras e outras restrições judiciais. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo coordenadas simultaneamente no Distrito Federal e em três estados: Pernambuco, São Paulo e Paraíba.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Federal, o foco desta nova fase é aprofundar as investigações para colher provas e sufocar o braço financeiro do grupo.
A força-tarefa busca esclarecer a prática de uma série de crimes contra a administração pública, que incluem a constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, além de manobras para ocultação e dilapidação de patrimônio com o intuito de lavar o dinheiro obtido ilegalmente.
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Histórico da investigação e alvos políticos
A investigação sobre os descontos ilegais veio a público em 23 de abril, com a deflagração da primeira fase da operação da Polícia Federal. Segundo os investigadores, o esquema consistia na cobrança de mensalidades irregulares, debitadas diretamente dos benefícios de aposentados e pensionistas sem qualquer tipo de autorização prévia.
Os valores eram retirados mensalmente sob a justificativa de que as vítimas haviam se filiado a associações de classe, embora nunca tivessem solicitado a associação.
Até o momento, a Operação Sem Desconto já alcançou ex-dirigentes do INSS, empresários e presidentes de associações e sindicatos envolvidos nos repasses indevidos. A ação também atingiu a classe política: os deputados federais Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e Gorete Pereira (MDB-CE), além do senador Weverton Rocha (PDT-MA), foram alvos de mandados de busca e apreensão em etapas anteriores. Todos os parlamentares citados negam qualquer envolvimento em irregularidades.
Fonte
jornalcontabil.com.br


