Faltando 17 dias para o primeiro turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (17), em cerimônia no Palácio do Planalto, um reajuste de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família. Com o aumento, o piso mensal pago pelo programa de transferência de renda subirá de R$ 600 para R$ 691.
O índice aplicado corresponde à reposição da inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre o início de 2023 e agosto de 2026. Com a atualização, o valor médio recebido pelas famílias terá uma alta nominal de cerca de R$ 100, subindo de R$ 675 para R$ 777. O novo montante será aplicado na folha de outubro, com os repasses iniciando no dia 19.
O evento contou com a presença dos ministros Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento), Dario Durigan (Fazenda), Miriam Belchior (Casa Civil) e Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).
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Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a medida terá um impacto financeiro de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026. Para 2027, o custo estimado é de R$ 22 bilhões. O governo informou que ajustará a Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027. Já entregue ao Congresso Nacional, para acomodar a nova despesa no orçamento.
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Valores das parcelas do Bolsa Família em outubro
Os valores repassados aos beneficiários do Bolsa Família passam por atualização a partir de outubro. O reajuste define faixas específicas de atendimento conforme a composição de cada família cadastrada:
- Renda de Cidadania: R$ 164 pagos por pessoa;
- Benefício Complementar: quantia de até R$ 691 para lares que não alcancem o limite estabelecido;
- Primeira Infância: R$ 173 para cada criança de até sete anos incompletos;
- Variável Familiar: R$ 58 por dependente que cumpra os requisitos previstos na regra do programa.
De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o governo dispõe de margem orçamentária para sustentar os novos repasses entre 2026 e 2027.
O chefe da pasta garantiu que a medida não provocará novos cortes de verbas no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, com divulgação agendada para a próxima semana. Atualmente, o montante retido pelo Executivo soma R$ 17,9 bilhões.
Fonte
jornalcontabil.com.br


