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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu, nesta terça-feira (11), o aval para que mais cidades – além dos municípios com mais de 500 mil habitantes – possam fazer a migração da recepção de TV aberta pela antena parabólica (da chamada banda C) para a banda Ku, uma das etapas necessárias para a ativação da tecnologia 5G.

A decisão abrange todos os municípios que compõem as regiões metropolitanas das capitais, além de agrupamentos de cidades influenciadas pelos municípios com mais de 500 mil habitantes, informou a Anatel.

A medida permitirá que a Entidade Administradora da Faixa (EAF – Siga Antenado) avalie uma possível antecipação da liberação da faixa 5G nesses municípios, “desde que concluídas também as ações de mitigação de interferências nas estações receptoras do Serviço Fixo por Satélite”, diz a agência em nota.

Por isso, a Anatel esclareceu que o aval não significa que o 5G na faixa de 3,5 GHz estará necessariamente disponível em todos esses locais a partir de 1º de janeiro de 2023, mas é um primeiro passo.

Vale ressaltar que o sinal da banda C permanece redundante e funcionando normalmente até 31 de dezembro de 2025, quando será oficialmente desligado.

A banda Ku é mais popular internacionalmente porque permite a transmissão de maior frequência com antenas menores que as de banda C. Por outro lado, a banda C é mais utilizada em países tropicais porque costuma ser mais estável, sendo menos impactada pelas chuvas, por exemplo.

Previsão da migração

Inicialmente, essa migração estava prevista para acontecer pelos próximos meses apenas nas cidades com mais de 500 mil moradores, que devem estar liberadas para a operação do 5G até 1º de janeiro de 2023, conforme as regras estabelecidas pela agência reguladora no ano passado.

Portanto, o trabalho de migração da TV aberta nessas localidades já começou a ser feito pela Entidade Administradora da Faixa (EAF – Siga Antenado) no começo de outubro.

Agora, com a deliberação do grupo da Anatel nesta terça, a EAF poderá iniciar a migração também nas cidades que formam as regiões metropolitanas e nos agrupamentos em torno dos municípios com mais de 500 mil habitantes – os “clusters” regionais.

O assunto já estava sendo debatido no setor, como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. A motivação para antecipar o processo está na economia de custos, pois o trabalho poderia ser feito com mais escala.

“A decisão foi motivada por ganhos logísticos que serão obtidos no processo de distribuição e instalação dos kits de recepção, bem como por melhor aproveitamento da comunicação da migração. Com isso, o GAISPI busca ganhos de eficiência no processo e o melhor uso dos recursos financeiros aportados na entidade”, afirmou a Anatel nesta terça.

Ciclo inicial do 5G

Na última semana, mais cinco capitais brasileiras — Belém, Macapá, Manaus, Porto Velho e Rio Branco — passaram a contar com o sinal do 5G ativado. O aval foi dado pelo grupo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que acompanha a limpeza de faixas para o funcionamento da tecnologia.

Com a liberação dos cinco municípios, se completa o ciclo de início da operação da nova tecnologia em todas as capitais do país. Portanto, nesta quinta, as cinco capitais da região Norte se juntaram à lista das 22 cidades que já contam com o 5G operante.

As operadoras têm obrigação de ligar o sinal até 28 de novembro nessas cidades, apesar de já poderem fazer a ativação nesta quinta.

O edital do leilão que contratou o funcionamento da tecnologia previa que as capitais seriam os primeiros municípios a receber o sinal. Inicialmente, todas essas cidades teriam o 5G ativado até 31 de julho.

A escassez de equipamentos que evitam interferências nas telecomunicações, no entanto, resultou num prazo adicional de 60 dias. Em agosto, o período foi mais uma vez estendido, com prazo final para ativação da tecnologia no fim de novembro.

*Com informações da Agência Estado


Fonte

www.infomoney.com.br

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