Em fevereiro, a fila do INSS bateu 3,1 milhões de pedidos. Em março caiu para 2,7 milhões. Boa notícia, mas o número ainda é alto.
E escondido nessa estatística tem um detalhe que pega muita gente de surpresa: um quarto dos pedidos está travado não porque o INSS está lento, mas porque o próprio segurado deixou alguma coisa pra resolver.
Trinta a noventa dias é o que a lei prevê para o INSS analisar um pedido. Em março, a média foi de 54 dias. Já passou do mínimo, e ainda sobe dependendo do que o caso exige: perícia médica, análise socioeconômica, verificação de vínculos trabalhistas, documento que ficou faltando.
Se o processo esfriou e o prazo já foi, entre no sistema e veja se tem alguma exigência aberta.
Alguns benefícios são mais complicados que outros
Incapacidade temporária precisa de perícia. Incapacidade permanente, de avaliação técnica detalhada. Pensão por morte exige provar dependência econômica. O BPC junta análise médica com socioeconômica.
A aposentadoria especial precisa documentar que o trabalho era de fato nocivo. E a aposentadoria por tempo de contribuição pode virar um processo longo quando tem tempo rural, especial ou outras particularidades misturadas.
Doença grave, idade avançada, vulnerabilidade social. Quem se enquadra tem direito a prioridade na análise. Só que isso não aparece automaticamente. Precisa ser solicitado, e quanto antes melhor.
Meu INSS é a forma mais fácil de acompanhar o andamento. Entre, verifique se tem pendências, guarde comprovantes, anote o que muda.
Se o caso travar de vez, buscar um advogado especializado pode ajudar.
A maioria dos atrasos começa aqui. Aposentadoria, pensão, auxílio, salário-maternidade. Não importa qual o benefício. Documentação incompleta trava tudo. E manter o cadastro no INSS atualizado durante a vida profissional inteira poupa uma dor de cabeça enorme lá na frente.
Quando negam
Auxílio-doença: perícia não confirmou incapacidade. BPC para deficiente: não se encaixou no critério. BPC para idoso: renda familiar acima de R$ 379,50 por pessoa, que é o teto desde janeiro de 2026.
Salário-maternidade: sem filiação ao RGPS na data do afastamento. Aposentadoria: tempo ou idade insuficientes pelas regras de 2019. Pensão por morte: companheirismo não comprovado.
Conhecer esses critérios não garante que o pedido passe. Mas evita reprovar por motivo que tinha jeito.
Fonte
jornalcontabil.ig.com.br


