Desde o início de janeiro de 2026, o Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) consolidou-se como o canal compulsório e oficial de interação entre a Receita Federal e todas as Pessoas Jurídicas do país. A medida marca uma etapa definitiva na digitalização da fiscalização e altera a rotina de conformidade das empresas e seus procuradores.
Diferente de modelos anteriores, a atribuição do DTE agora é automática. Não há mais necessidade de adesão prévia: toda empresa inscrita no CNPJ já possui sua caixa postal ativa, transferindo aos contribuintes e profissionais contábeis a responsabilidade pelo monitoramento preventivo.
O risco da “Ciência Tácita”
O ponto de maior atenção para a classe contábil reside na validade jurídica das notificações. Conforme o Decreto nº 70.235/1972, a ausência de leitura da mensagem no prazo legal não interrompe o processo.
Decorrido o período determinado, ocorre a ciência tácita, onde a Receita Federal considera o contribuinte formalmente notificado para todos os efeitos de direito, incluindo prazos de defesa e vencimento de multas.
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Simples Nacional e a Dupla Verificação
Para as empresas do Simples Nacional, a estrutura permanece híbrida. Embora o DTE-SN continue vigente por força de legislação específica, essas empresas também passaram a receber comunicações via Caixa Postal do e-CAC.
Na prática, isso exige dos escritórios um protocolo de verificação em ambos os canais para garantir a segurança jurídica dos clientes optantes pelo regime.
Estratégias de gestão e alertas
Para mitigar riscos de perda de prazos, a Receita Federal disponibilizou ferramentas de auxílio no Portal e-CAC:
- Alertas Automáticos: É possível cadastrar até três e-mails e três números de celular (SMS) no menu “Outros” > “Cadastrar alerta de e-mail e SMS”.
- Segurança: O sistema permite a geração de um código de segurança para validar a autenticidade das mensagens recebidas, evitando tentativas de phishing.
A orientação é que o acesso à Caixa Postal do e-CAC seja integrado à rotina semanal de obrigações.
Manter os dados de contato atualizados e configurar os alertas é fundamental para evitar surpresas fiscais e garantir a plena conformidade tributária das entidades administradas.
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Fonte
jornalcontabil.ig.com.br


