Apenas dez dias separam os contribuintes brasileiros do prazo final para o acerto de contas com o Leão. Dados divulgados pela Receita Federal revelam que pouco mais de 40% das pessoas obrigadas a declarar o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, referente ao ano-base 2025, ainda não enviaram o documento.
Até o momento, o Fisco recebeu cerca de 26,2 milhões de declarações, o que representa 59,7% da expectativa total do governo para este ano, estimada em 44 milhões de envios. Historicamente, o ritmo de entregas dispara na quinzena final do prazo, o que exige atenção redobrada dos atrasados para evitar lentidão e sobrecarga nos sistemas da Receita.
Prazo limite e penalidades
O prazo oficial de envio se encerra pontualmente às 23h59min59s do dia 29 de maio. Quem perder a data limite estará sujeito a penalidades financeiras imediatas. A multa mínima por atraso é de R$ 165,74, mas o prejuízo pode ser maior para quem tem imposto devido: nesses casos, a penalidade é de 1% ao mês sobre o valor do imposto cobrado, até o limite de 20%, prevalecendo sempre o maior valor.
A entrega é obrigatória para os cidadãos que se enquadram em critérios específicos estipulados pelo Fisco. Entre os principais destaques estão os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis, como salários, aposentadorias e aluguéis, acima de R$ 35.584,00 ao longo de 2025. Na atividade rural, a obrigatoriedade vale para quem obteve receita bruta superior a R$ 177.920,00.
Por outro lado, trabalhadores que receberam até dois salários mínimos mensais em 2025 estão, em regra, isentos da declaração, desde que não preencham nenhum outro critério de obrigatoriedade.
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Maioria tem direito a restituição
Para quem já cumpriu a obrigação, o balanço inicial traz um dado animador: 64,8% das declarações enviadas até agora geraram direito à restituição do Imposto de Renda. Outros 19,8% dos contribuintes terão saldo de imposto a pagar, enquanto 15,4% resultaram em saldo nulo, sem valores a pagar ou a receber.
A tecnologia tem desempenhado um papel crucial para agilizar o processo neste ano. A declaração pré-preenchida consolidou-se como a ferramenta favorita dos brasileiros, sendo escolhida por 59,5% dos usuários devido à facilidade de importar dados automaticamente e reduzir o risco de erros.
Quanto aos modelos de tributação, o desconto simplificado foi a opção mais vantajosa para 55,4% dos declarantes. O computador continua sendo o meio preferido para o envio, utilizado por 76,2% dos contribuintes através do tradicional programa gerador, enquanto 16,2% optaram pelo preenchimento direto na nuvem da Receita e 7,6% utilizaram aplicativos para celulares e tablets.
Monitoramento da malha fina
A Receita Federal também divulgou o balanço das declarações que já foram retidas em análises de consistência. Até o momento, mais de 1,41 milhão de contribuintes, o equivalente a 5,6% do total de envios, caíram na malha fina.
Apesar do volume expressivo, o órgão destaca uma tendência de queda constante nas retenções. Na primeira semana do prazo, a taxa de malha fina chegava a 10,78%.
A redução gradual reflete a rapidez de contribuintes e fontes pagadoras em corrigir pendências assim que os erros são identificados pelo cruzamento de dados. A orientação dos especialistas é não deixar o envio para as últimas horas e utilizar o portal e-CAC para monitorar o status do documento logo após a transmissão.
Fonte
jornalcontabil.ig.com.br


