Bahia e Distrito Federal zeraram o IPVA para modelos 100% elétricos. Rio Grande do Sul manteve a isenção em 2026. Na Bahia tem um detalhe: só vale pra veículos com valor venal de até R$ 300 mil. A limitação existe pra evitar que o benefício vire desconto exclusivo de quem compra elétrico de luxo.
No Paraná o papo já é diferente. Debate sobre revisão gradual da alíquota. Cada estado tem sua regra, e isso muda antes do que parece. Antes de fechar negócio contando com a isenção, o caminho é checar o que vale onde o carro vai ser emplacado.
A COP30
A eletrificação ganhou outro ritmo depois do encontro em Belém, no fim de 2025. Metas de descarbonização reforçadas, novos investimentos em mobilidade limpa, orçamento federal de 2026 com mais recurso pra infraestrutura sustentável e expansão da rede de recarga. Espírito Santo já começou a direcionar verba pra eletrificação do transporte coletivo.
A maioria está nas capitais e em alguns corredores rodoviários. Quem mora fora desse eixo encontra cobertura rala. Viagem longa por regiões menos servidas ainda é aventura.
O governo aposta no setor privado pra mudar isso. Carregadores em condomínios, shoppings, estacionamentos, postos de gasolina.
O Ministério dos Transportes estuda obrigar eletropostos em novos contratos de concessão de rodovia federal. Enquanto essa expansão não chega de forma mais equilibrada, autonomia real depende muito de onde você mora.
Elétrico x Malha rodoviária
O carro elétrico é pesado. A bateria pesa muito, e isso bate no asfalto de um jeito diferente do carro a combustão.
Especialistas em mobilidade já levantam a questão: o crescimento dessa frota pode exigir adaptação da malha rodoviária brasileira, que chega a 2026 com trechos em desgaste avançado e manutenção irregular.
Pontes, viadutos, pavimento, podem ser afetadas pela diferença no peso dos carros elétricos.
Isenção do IPVA
A isenção de IPVA ajuda a compensar o preço mais alto na compra e funciona como sinal de que o estado quer mais elétrico circulando. Mas benefício fiscal sozinho não sustenta mercado.
Infraestrutura de energia, rede de recarga fora dos grandes centros, adaptação urbana, tudo isso ainda está sendo construído. Nos próximos anos essa frota vai crescer, e o país vai ser testado pra ver se consegue sustentar um sistema que funciona além do eixo das capitais.
Fonte
jornalcontabil.ig.com.br


