O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou um cronograma decisivo para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na última semana de maio, com medidas que podem injetar mais de R$ 16 bilhões na economia.
A partir do dia 25, os trabalhadores brasileiros poderão consultar o saldo disponível para utilização no programa Novo Desenrola, iniciativa voltada à renegociação de dívidas em atraso.
De acordo com as regras estabelecidas, será permitida a utilização de até 20% do saldo total da conta ou o valor fixo de R$ 1 mil — valendo sempre o que for maior — para a amortização ou quitação de débitos.
O processo de operacionalização envolve uma triangulação direta: após a consulta e o acordo, os bancos têm até 30 dias para formalizar os contratos e registrar os dados na Caixa Econômica Federal, que realizará a transferência dos recursos diretamente à instituição credora. A expectativa é que o programa movimente R$ 8,2 bilhões em ativos do fundo.
Atualmente, a Caixa trabalha na finalização da integração dos sistemas. Na última terça-feira (13), o banco disponibilizou às instituições financeiras o suporte técnico necessário para conectar as plataformas de negociação. O MTE faz um alerta importante: os valores destinados a esse processo podem desaparecer temporariamente do saldo visível no aplicativo nos dias que antecedem a liberação, devido ao processamento interno dos dados.
Leia também:
Saque complementar beneficia demitidos
Logo no dia seguinte, 26 de maio, entra em vigor uma segunda frente de liberação. Mais de 10,5 milhões de trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025 receberão valores complementares em suas contas. A medida, amparada pela Medida Provisória nº 1.331/2025, prevê um desbloqueio adicional de R$ 8,4 bilhões.
O depósito ocorrerá de forma automática nas contas cadastradas no aplicativo oficial do FGTS. Contudo, o governo ressalta que valores já comprometidos em operações de antecipação do saque-aniversário, contratadas anteriormente como empréstimos junto aos bancos, permanecerão bloqueados conforme os contratos vigentes.
Fonte
jornalcontabil.ig.com.br


